segunda-feira, 14 de junho de 2010

O que é pior...

... estar sozinho quando você quer companhia, ou querer ficar sozinho quando tá cheio de gente em volta?

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Você percebe que gosta de uma pessoa quando começa a sentir falta dela.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Memória

É estranho como a gente não manda na própria memória, né?
A minha hoje ficou insistindo em me levar pra lugares onde eu não queria ir. Onde eu acho que não quero ir nunca mais. E quanto mais eu tento não lembrar, mais viva fica a lembrança, mais colorida, mais detalhada.
E aí, quando eu tento lembrar de alguma coisa boa, às vezes ela não vem. Você já se pegou tentando lembrar o rosto de alguém querido e não conseguindo ver os traços direito? E você pensa como pode ter esquecido a cara de alguém que significa tanto pra você?
Eu não mando na minha memória, mas acho que tá na hora de parar de deixar ela mandar em mim.

domingo, 16 de maio de 2010

Às vezes...

... eu gosto de pensar que tem alguém em algum lugar sofrendo por minha causa.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Casa

Eu quero uma.
Pra poder cozinhar.
Pra encher a geladeira de coisas gostosas sem medo que alguém roube.
Pra encher a geladeira de bebidas sem que ninguém pense que eu sou alcoólatra.
Pra desfazer as malas.
Pra não ter que trancar tudo o tempo todo.
Pra poder ouvir musica alta e andar de pijama o dia inteiro.
Pra tomar banho descalça.
Pra levar amigos e tomar um vinho e bater papo.
Pra ver TV sem ter que dividir o controle remoto.
Quero uma casa.
Vou ali procurar.

domingo, 9 de maio de 2010

Eu queria...

Queria ser forte.
Queria não chorar sozinha. Queria não ter vergonha de chorar sozinha.
Queria não ter motivos pra chorar.
Queria ter alguém aqui pra acalmar meu choro. Queria que me dissessem que é normal ficar assim, que vai passar, que vai dar certo. Queria colo e carinho e consolo.
Queria conseguir saber pra onde a vida vai. Queria ver lá na frente pra onde ela tá me levando enquanto ainda dá tempo de mudar de caminho.
Queria ter certeza das minhas escolhas. Queria não ter que escolher, queria alguém escolhendo por mim e só me dizendo o que fazer. Não sempre, mas de vez em quando eu queria. Queria não ter que ser responsável. Queria alguém em quem colocar a culpa.
Queria uma armadura mais forte pra me proteger do mundo, das pessoas e de como elas podem me machucar. Queria me proteger de mim mesma, dos meus sentimentos, das minhas neuras, das minhas obcessões.
Queria não pensar. Queria dormir por uma semana, um mês, e acordar quando tudo estiver bem de novo. Queria ter coragem pra tomar alguma droga que fizesse tudo ficar bem. Queria ter coragem pra procurar ajuda.
Queria não ter que procurar ajuda.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Tirando a poeira

Eu tinha esquecido desse blog. Na verdade, lembrava que um dia ele existiu, mas achava que já tinha deletado faz tempo. Não sabia que ele ainda tava por aqui. Engraçado, né, porque tantas vezes nesses últimos dois anos eu precisei escrever, eu quis desabafar mas não tive onde. E ele estava aqui o tempo todo.
A vida mudou tanto nesse tempo. Não sei nem dizer se pra melhor ou pra pior. Com certeza ela ficou mais intensa. Neses últimos dois anos eu provavelmente chorei mais, saí mais, conheci mais pessoas, bebi mais, ouvi mais músicas, fui a mais shows, viajei mais... vivi mais do que nos dez anos anteriores.
A astrologia diz que a culpa é de Saturno, o planeta professor, que quando passa no nosso signo é pra ensinar e fazer a gente crescer, às vezes de uma maneira dolorosa. E doeu, viu? Mas realmente tenho que concordar com Saturno, eu estou saindo dessa fase bem mais madura e forte.
Mas estou saindo, ainda não saí completamente, e deve ser por isso que ainda dói. Toda a maturidade que ele me trouxe ainda não deu pra me fazer entender certas coisas. Pra me fazer aceitar que as pessoas são diferentes do que eu quero que elas sejam, que esperar dos outros o que eu faria por eles só vai me frustrar. Ainda não me ensinou que de madrugada todos os problemas parecem enormes, mas que eu não preciso sofrer tanto porque na manhã seguinte eles já diminuíram. Não me fez acreditar, de verdade, que tudo vai dar certo, que eu sou capaz, que eu sobrevivo.
Vou sair dessa briga de dois anos com Saturno viva, mas bem machucada. Preciso de um gole d'agua, de uns minutos sentada, preciso recuperar o fôlego. Talvez seja a hora de voltar a colocar aqui as coisas que eu preciso tirar da cabeça. Assim eu volto pra luta mais focada, mais leve e com mais chance de ganhar.